Antes de definir o que é Taylorismo, Fordismo e Toyotismo é preciso compreender o que é um modelo produtivo.

Um modelo produtivo nada mais é que um modo de operacionalizar o trabalho dentro de uma fábrica. Podemos citar quatro modelos principais:

  1. Volvismo
  2. Taylorismo
  3. Fordismo
  4. Toyotismo

Entre eles existem diferenças fundamentais no processo como os produtos são feitos, principalmente no que diz respeito à função do trabalhador, o ritmo de trabalho e os objetivos da empresa.

Agora vamos destacar as principais características e diferenças entre cada um deles:

Por que o Volvismo é um modelo produtivo

Volvismo, modelo produtivo

Crédito foto: Gazeta do Povo

O modelo criado pela Volvo chama atenção por desafiar os princípios Tayloristas, Fordistas, Toyotistas, embora muitas vezes pode ser confundido à retomada dos processos manuais.

Entenda os pontos fortes do modelo Volvista:

  • Flexibilidade funcional
  • Alto grau de automação e informatização
  • Produção diversificada de qualidade

O Volvismo opera com uma estratégia que combina requisitos e demandas do mercado, com aspectos tecnológicos e uma nova dinâmica da organização do trabalho, sem deixar de lado as condições instáveis da reestruturação industrial.

Operando num mercado de trabalho complexo, a Volvo adequou sua estratégia a dois fatores fundamentais: a internacionalização da produção e a democratização da vida no trabalho. Foi construída levando em consideração a presença humana. O nível de ruído é baixo, a ergonomia está presente em todos os detalhes e o ar é respirável.

O objetivo da Volvo é projetar um trabalho tão ergonomicamente perfeito, que torne os operários mais saudáveis, além de aumentar a produtividade, reduzir custos e produzir com a mais alta qualidade.

A combinação de alta tecnologia com um criativo projeto sociotécnico também possibilitou uma redução da intensidade de capital. Isto permitiu imensa flexibilidade tanto de produto quanto de processo.

O que é o Taylorismo e Fordismo?

Para começar é preciso voltar para o século 19 relembrando um fenômeno social e econômico determinante: a segunda revolução industrial. O momento histórico foi marcado pelo surgimento de duas fontes energéticas muito importantes: a eletricidade e o petróleo.

Com o surgimento dessas novas fontes energéticas aumentou também a concorrência entre as indústrias. As fábricas começaram a produzir cada vez mais de maneira mais rápida para aumentar sua margem de lucro.

E neste contexto um empreendedor chamado Frederick Taylor deu o pontapé ao Taylorismo, o modelo produtivo que se baseia na divisão da mão de obra.

Antes o funcionário era responsável por todo o processo produtivo, desde o início até o fim. Imagine uma fábrica de sapato onde a mesma pessoa faz o molde, corta o couro, cola a sola, costura o sapato, enfim, faz tudo.

Pela lógica Taylorista agora cada pessoa se torna especialista em determinada tarefa ou função. Dessa forma se inicia a fragmentação máxima do trabalho para reduzir as necessidades de habilidades e o tempo dedicado ao aprendizado.

Conheça as principais características do Taylorismo:

  • Divisão do trabalho conforme especialidades
  • Aumento da produtividade da fábrica
  • Grande nível de subordinação
  • Remuneração conforme produtividade

E qual é o benefício da divisão do trabalho?

O sistema Taylorista permite a possibilidade do trabalhador melhorar as aptidões, uma vez que desempenha apenas uma função em todo processo produtivo. É mais fácil se especializar e, assim, melhorar a eficiência.

Mas aumentar a produção amplia os lucros e reduz custos, mas também favorece a alienação do trabalhador.

Isso porque o trabalhador não conhece mais todo o processo de produção, apenas parte dele. Ou seja, ele não sabe o resultado final do que ele faz. Por isso a figura do gerente se torna tão importante na filosofia de Taylor. Ele é o único funcionário da fábrica vai conhecer todo processo e desempenha a função de fiscalizar o time.

O que é Fordismo e suas características?

Pode-se dizer que o Taylorismo e o Fordismo deram ênfase aos princípios de produção.

Mas o Fordismo incluiu no contexto a esteira rolante de produção em série, dando um novo ritmo de trabalho aos trabalhadores.

Chaplin em Tempos Modernos

O filme Tempos Modernos, de Charles Chapin, ilustrou bem os princípios do Fordismo

O Fordismo colocou em prática as ideias do Taylorismo, mas agregou outros princípios, como a fixação do trabalhador em cada posto.

Mas além de um modelo de produção, a grande cartada de Henry Ford foi criar um sistema de consumo. Isso porque a alta remuneração conforme a produtividade permitiu o operário poder comprar o produto que ele mesmo produziu.

Outra diferença fundamental é a de de grandes estoques. A fábrica da Ford nos Estados Unidos tinha uma grande área de estocagem de carro prontos para vendas. Só que não existiam cores ou modelos diferentes, eram carros totalmente iguais.

Dessa forma as principais características do modelo Fordista são:

  • Produção em série em larga escala
  • Fixação do trabalhador em linhas de montagem
  • Grandes estoques
  • Padronização de produtos

Quem veio primeiro: Fordismo ou Taylorismo?

O Taylorismo antecede o Fordismo, no início da produção industrial, fim do século 19 e início do século 20.

Já o Fordismo surgiu em 1914 e foi criado por Henry Ford, dono da Ford Motor Company, em Detroit, Estados Unidos.

Quando ocorreu o Toyotismo?

Também chamado de acumulação flexível, trata-se de modelo de produção criado por por Eiji Toyoda (1913-2013), fundador da marca de veículos Toyota, e difundido pelo mundo a partir da década de 1970.

Entre os pontos fortes do Toyotismo pode ser destacado o trabalho em equipe, onde grupos organizam e controlam seu próprio trabalho, buscando melhoria contínua.

Conheça outras características desse modelo de produção industrial:

  • Trabalhadores com múltiplas tarefas
  • Redução de desperdício
  • Produção diversificada
  • Mais autonomia

Qual a diferença entre o Fordismo e Toyotismo?

O Fordismo foi a evolução do Taylorismo, mantendo o mecanismo de produção e a figura da gerência acrescentando a esteira rolante para produção em massa, e ágil.

O objetivo principal era padronizar a produção para aumentar ao máximo a produtividade. Por isso mesmo o trabalho foi dividido em tarefas menores para cada operário, desqualificando cada vez mais os funcionários, que se tornaram alienados ao processo produtivo da fábrica.

Já o Toyotismo se concentrou no desenvolvimento da cultura organizacional da empresa devido a sua importância para a competitividade.

O modelo Toyotista foi criado por Taiichi Ono por volta de 1962 e baseia-se em duas linhas principais:

  1. Produção Just In Time (JIT): acaba com alta estocagem e propõe a terceirização da produção, de acordo com a demanda.
  2. Princípio dos 5 zeros: sem atraso, sem defeitos, sem estoque, sem panes e sem papéis.

CONCLUSÃO

Volvismo: Nesse sistema o operário cumpre uma função mais importante que no Toyotismo e bem distinta do que no Fordismo. É o trabalhador que estabelece o ritmo das máquinas, conhece integralmente as etapas da produção, busca evolução constante, é ativo nos sindicatos e participa das decisões da empresa e de novos projetos.

Fordismo: O foco era reduzir ao máximo os custos de produção e baratear os produtos para poder expandir as vendas para mais consumidores. Para isso cada funcionário executava uma pequena etapa e eram, portanto, mão de obra não especializada. Os operários se mantinham fixos na estação de trabalho, o que resultava em uma produção mais veloz.

Toyotismo: Flexibilização da produção resume esse modelo, que ao contrário do Fordismo, que tem o foco na produtividade e alta capacidade de estoque, no Toyotismo só se produz o necessário, estabelecendo o fim da estocagem. Isso é o que se chama de Just In Time, ou seja, produção conforme a demanda. Fornecendo lotes menores foi possível oferecer produtos com a qualidade máxima, outra característica desse modelo: a Qualidade Total.

Taylorismo: O modelo se resume em produzir intensamente produtos mais baratos com mais rapidez. O Taylorismo concentra seu sistema na eficiência do trabalho, com o desempenho de tarefas de modo mais inteligente e com a máxima economia de esforço. Para isso era preciso selecionar corretamente o operário e treiná-lo na função específica que iria desenvolver. Propunha melhores salários, com diminuição de custos, promessa de prosperidade a patrões e empregados.

Agora que você entendeu a importância e a diferença entre cada modelo produtivo, me acompanhe no Facebook e saiba como tornar sua empresa mais produtiva.