Já dizia o renomado professor Peter Drucker (1909-2005): “Planejamento de longo prazo não lida com decisões futuras, mas com um futuro de decisões presentes” – e num mercado cada vez mais global, dinâmico e principalmente competitivo, o planejamento não é só importante, como também indispensável, nas mais diversas áreas de uma empresa, para que sejam definidas e alinhadas decisões que projetarão cenários a serem explorados e alcançados.

E dentro de cada movimento, o custo é inerente, não se economiza sem gastar, por mais contraditória que pareça a frase, é uma verdade presente no âmbito empresarial. No entanto, comumente vemos especialmente entre os pequenos e médios empreendedores uma displicência com os números, muitas vezes ocorrida justamente por análises superficiais e imprecisas quanto aos resultados ou pelo pouco conhecimento em gestão, comprometendo de maneira impactante a sustentabilidade financeira do negócio, tendo em vista que, para sobrevivência é imprescindível o perfeito gerenciamento dos ganhos, em uma extremidade, e dos custos e despesas, na outra.

Logo, neste contexto, a gestão de custos pode contribuir com grande potencial de informações, desde que explorada com devida atenção e cuidado.

E para contribuir a um melhor entendimento, vamos esmiuçar de maneira simples e didática alguns conceitos básicos que ajudarão bastante nas rotinas do dia a dia, a compreensão de cada item, elevará a um outro patamar a composição do planejamento financeiro, vamos lá?

1) Despesas: É um custo que ocorre como parte das atividades operacionais de uma empresa durante um período, não obtendo vínculo com o processo de produção, contanto fundamental para geração de receitas.

Exemplo: Gastos da área administrativa, comercial, marketing, material de escritório, etc.

2) Custo: Denota a quantidade de dinheiro de uma empresa na criação ou produção de bens e serviços.

E o custos possuem diversos conceitos, que são subdivididos conforme critério, observe:

3) Custos fixos: Custos que não variam em sua totalidade, ou seja, permanecem estáticos independente o volume gerado pela empresa. Ou seja, produzindo pouco ou muito, continua presente.

Exemplos: Aluguel, salário, impostos, etc.

Assista: Planejamento é fundamental para a empresa reduzir custos e aumentar lucratividade

4) Custos variáveis: Em oposição aos custos fixos, estes têm sua variação ligada diretamente ao volume total da produção, aumentam na medida em que a produção, a revenda de mercadorias ou os Serviços Prestados também sobem.

Exemplos: Matéria – prima; horas extras, comissões, etc.

E talvez possa ter surgido a dúvida: O que diferencia despesas de custos?

Custos e despesas são intimamente ligados, para uma compreensão mais objetiva, custo é utilizada quando se está comprando ativos, enquanto a despesa é aplicada para adquirir passivos ou coisas que, eventualmente, expiram.

5) Margem de contribuição por unidade: Diferença entre o preço de venda e os custos variáveis do produto.

E essa margem, tem crucial relevância para adequar parâmetros operacionais em prol de uma melhor concorrência.

E por último:

6) Ponto de equilíbrio: Ponto no qual os custos totais são iguais a receita total, resultando em lucro zero. Ela determina o quanto a empresa deverá vender para que não incorra em prejuízo.

Com a sinergia dessas informações, será facilitada a identificação distorções, processos falhos, que posteriormente corrigidos, naturalmente maximizarão os resultados da empresa.